São Paulo, 25/05/2018        
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LAGARTIXA
Por Martha Follain


As lagartixas são répteis acinzentados, originárias do sudeste asiático e norte da África. Esses animais foram introduzidos no Brasil através de navios negreiros, em torno do século XVIII, pertencendo ao gênero Hemidactylus, e atingindo de 7 a 15 centímetros. Vivem por cerca de 5 anos e é uma espécie de hábitos noturnos.

Não possuem veneno e geralmente são inofensivas para o ser humano, alimentando-se de moscas, baratas, aranhas, pernilongos, traças, formigas, cupins, etc. ingerindo vários (dezenas) insetos de uma só vez.
São membros da família dos Gekkonidae e por isso os biólogos as apelidaram de gekko. São conhecidas também como taruíra, labrigó ou jacaré de parede.
São importantes no controle da aranha marrom, que quando pica causa necrose do tecido da pele (no período de 6 a 12 horas, podendo ocasionar até a morte) e de mosquitos vetores de doenças - segundo o cientista biólogo Bruno Corrêa Barbosa, “pesquisas demonstram que a espécie de lagartixa H. mabouia se alimenta da aranha marrom, Loxosceles intermedia, podendo ser usada como agente biológico para controle populacional dessa aranha, que representa uma preocupação médica devido ao grande número e gravidade dos acidentes que provoca, assim como importante agente de controle biológico e predadores potenciais do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue e da febre amarela.”
São répteis ovíparos e cada fêmea é capaz de ter 1 ou mais ninhadas por ano, depositando 2 ovos em cada uma. Os ovos podem ser encontrados em frestas úmidas (nas cidades) e os filhotes nascem depois de 42 a 84 dias, completamente formados.

Não possuem pálpebras e são capazes de escalar superfícies bem lisas, por terem milhões de cílios nos dedos, não possuindo ventosas. Além disso utilizam a autotomia - rompem a cauda e possuem a capacidade de regenerá-la para escaparem de seus predadores. Enquanto seu perseguidor fica entretido comendo-a, a lagartixa foge.

As lagartixas também são capazes de alterar a coloração da pele e emitem vocalizações, o que é raro entre os répteis.

Porém, segundo Corrêa Barbosa “as lagartixas são hospedeiras de vários parasitas, podendo representar um risco à saúde de outros animais ou mesmo do homem. Estudos parasitológicos têm demonstrado a presença de parasitas em várias espécies de lagartixas, podendo ser encontrados Salmonella, Plasmodium (causadora de malária sauriana), protozoários coccídeos e helmintos gastrointestinais”.



As lagartixas podem ser perigosas para os gatos, pois são capazes de transmitir a platinosomose (ou verme da lagartixa), uma doença felina causada por um parasita, o Platynosomum concinnum, em bichanos que comem (ou mordem) lagartixas contaminadas. É uma enfermidade grave que afeta intestinos, pulmões, fígado, vesícula e pâncreas. O gato vomita, tem diarreia, perde o apetite, tem dor abdominal, febre, gengiva e olhos amarelados (icterícia) e fica apático. É tratada pelo veterinário, que fará o diagnóstico e prescreverá o tratamento. Se não for tratada a tempo causa a morte.


TEXTO MERAMENTE INFORMATIVO
CONSULTE SEMPRE O VETERINÁRIO

TEXTO REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL – DIREITOS AUTORAIS – Reprodução permitida, desde que, com todos os créditos da autora e de seu trabalho.
Martha Follain: Formação em Direito, Neurolinguística, Hipnose e Regressão. Terapia Floral de Bach, Aromaterapia, Terapia Floral de Minas, Fitoterapia Brasileira, Cromoterapia, Cristaloterapia, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Terapia de Integração Craniossacral - para animais humanos e animais não humanos. Consultora da “Phytoterápica”.
www.floraisecia.com.br
mfollain@terra.com.br

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