São Paulo, 22/04/2021        
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Florais de Bach para animais
 
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Sou um garimpeiro de coisas boas. A expressão “boa”, aqui, nada tem a ver com propaganda de cerveja ou outras toxicomanias legais, mas com o ecológico e o saudável dentro do possível!
A maioria dos alimentos não crus que aprecio e necessito, tenho em minha loja. Outros, procuro em locais estratégicos como feiras orgânicas e alguns supermercados que disponibilizam frutas de boa qualidade, embora nem sempre ecológicas.
Apesar da loja que hoje empresário estar ao lado de um restaurante de proposta pisco-vegetariana (1), almoço em outro, do outro lado da rua, no subsolo de uma galeria, do qual, me tornei amigo dos donos, passando a eles uma série de orientações juntamente com minha veterana apostila.
Em breve estarei enviando o artigo intitulado “Eduque seu Restaurante” onde conto mais detalhes sobre o “Galeria 404” que não é vegetariano, mas têm pratos especiais para quem já despertou para essa prática benéfica.
Bem, vamos ao tão sonhado sanduíche! Este prato é deturpado pela visão bioquimicocêntrica de mundo e normalmente consiste em um pão francês ou de forma, anêmico, branco, carente de nutrientes, com margarina, queijo e mortadela. Para quem vê a alimentação apenas como fornecedora de nutrientes, isso é um prato cheio e o fim justificará os meios. Não quero entrar aqui no mérito de margarina e “morta-dela”, mas dizer que esse frankstein é servido a la vonté para alunos de muitas escolas onde se pretende educar.
Como seria, então, um modelo ideal de sanduíche? Como se organizaria uma receita de sanduíche saudável e isento de crueldade? Há muitas fórmulas.
Há pouco tempo descobri uma maneira gostosa, rápida e eficiente de preparo. Ganhei de um gentil fornecedor um vidro de um delicioso tahine que, para quem não sabe é uma pasta de gergelim rica em gordura saudável e excelente fonte de cálcio. O tahine pode ser associado a pratos doces e salgados, abrindo o sabor de qualquer receita. Mas o presente não foi único. Também ganhei pastas de azeitonas pretas e verdes que fariam os deuses do Mediterrâneo delirar. No mesmo dia, descobri no Carrefour Bairro da asa norte um pão preto de marca Seven Boys (www.sevenboys.com.br) , livre de gordura trans, por apenas R$ 3,59 a embalagem de 500 gramas.
Acredito que este tipo e pão deva evoluir nos próximos anos, reduzindo cada vez mais os ingredientes não vinculados à promoção da saúde. Infelizmente a empresa mencionada ainda produz pães destinados apenas à venda, sem contrapartida nutricional coerente.
Vocês já devem, então, estar imaginando meu sanduíche finalizado: Passe o tahine numa fatia e o creme de azeitona em outra. Não exagere já que ambos são oleosos. No meio, coloque cenoura ralada, alface em fiapos, tomate picado sem semente, folhas de hortelã e outros vegetais disponíveis. Caso não tenha tahine ou creme de azeitona em casal, o abacate amassado com salsinha, raspas gengibre e pitada de sal é uma agradável dica.
Perceba que esse alimento, além de gostoso, é uma sinergia poderosa de proteína, boa gordura, fibras, vitaminas, proteínas e minerais. E como nem só de pão vive o homem, um suco de manga ou morango adoçado com mascavo pode ser excepcional acompanhamento.
Chegará o dia em que receitas dessa magnitude serão servidas em escolas! Nesse dia a palavra educação terá outro sentido. Meus filhos adoram. Assim também são os canapés de seus aniversários.
Mudança de paradigma e sanduíche é coisa séria.
Prepare também para sua família e seja bem vindo à natureza. Não esqueça de pedir as bênçãos divinas sobre ele, o que ampliará significativamente seu potencial...

Sonho com o sanduíche de um mundo humanitarista!

(1) Um restaurante pisco-vegetariano serve vegetais e peixes.
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*Alexandre Pimentel é educador popular, escritor ecologista e chef de cozinha especialista em alimentação saudável.





















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