São Paulo, 22/04/2021        
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Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 
Com a decisão da proibição do uso de qualquer animal vivo nas aulas de graduação, a Faculdade de Medicina do ABC Paulista, em seu pioneirismo, traz a todos nós a esperança de uma medicina progressista e mais justa , aproximando-nos dos países do primeiro mundo, onde instituições renomadas como Harvard, Yales, Stanford e Mayo Medical School há tempos não utilizam animais no ensino médico!
Desde 2005, a Faculdade de Medicina do ABC não utiliza animais vivos na disciplina de técnica cirúrgica, pois foram substituídos por cadáveres de animais quimicamente preservados e reutilizados várias vezes por uns seis meses. Essa técnica foi desenvolvida na Faculdade de Medicina Veterinária da USP, pela Profª. Drª. Júlia Matera.
No Rio de Janeiro, o Centro Universitário de Volta Redonda ( UNIFOA) também nos presenteou com a proibição do uso de animais domésticos em sala de aula, o que já é um grande passo e nos deixa a certeza de que estamos certos em nossos questionamentos, finalmente. Rônel Mascarenhas, coordenador do curso de medicina da instituição, explicou que na prática cirúrgica os cachorros e os porcos anteriormente usados serão substituídos por recursos mais modernos, como filmes, manequins e treinamento na rede conveniada de hospitais. A UNIFOA, portanto, também pioneira desta prática na região, assegura o progresso científico de seus alunos sob a visão da moral e do respeito as outras espécies, além de já estar primando , com essa atitude, a formar médicos mais humanos e conscientes, graças a Deus!
Curiosamente, recebo logo depois a notícia de que a Universidade do Rio Grande do Sul ( UFGS ), a mesma que recorreu da decisão de um juiz que optou por conceder ao estudante Roger Bachinski o direito de não participar das aulas práticas com animais, também deixou de usar animais vivos para treinar estudantes de medicina. O Diretor da faculdade, Mauro Czepienewski, afirmou para a Agência Folha, de Porto Alegre, que os professores se deparavam com uma questão moral por terem de abrir um cão vivo e, em seguida, descartá-lo. O professor adjunto de urologia e um dos coordenadores do laboratório de Técnica Operatória e Habilidades Cirúrgicas, Drº Milton Berjer, enfatizou que os alunos se sentem mais seguros para aprender e que os simuladores são mais próximos do corpo humano. Salve...salve!!!
Não nego que as notícias sejam promissoras, mas, como demoraram a iniciar um processo que já faz parte há séculos de países considerados os mais avançados do mundo!!!
No Brasil, algumas práticas já substituídas pelas alternativas:
USP - a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootécnica adota o método de Laskowki, que consiste no treinamento de técnica cirúrgica em animais que tiveram morte natural;
UNIFESP - usa rato de PVC nas aulas de Microcirurgia;
UNB - Seu programa de farmacologia básica do sistema nervoso autônomo é feito por simulação computadorizada;
FMUZ – Em seu departamento de patologia as pesquisas são realizadas com o cultivo de células vivas.
Torço para que mais instituições brasileiras se espelhem e copiem os exemplos das faculdades brasileiras acima para que em um futuro próximo possamos celebrar a abolição dos animais torturados e humilhados diariamente nas faculdades , laboratórios e etc.
Já passou da hora da ciência começar a trilhar novos caminhos que não estes que nos têm levado a erros grotescos onde as maiores vítimas, somos nós e os animais sem alternativas!
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Fátima Borges – Professora de Português e Teatro Infantil, Colunista, Poetisa e Artista Plástica.
Fontes:
http://www.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u336551shtml
Publicação autorizada, desde que os CRÉDITOS SEJAM CONSERVADOS E
FONTE CITADA: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br


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