São Paulo, 13/12/2019        
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Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 
DADOS SOBRE TABAGISMO NO MUNDO E NO BRASIL:
Há 1,3 bilhões de fumantes no mundo; destes, 80% estão em países desenvolvidos.
100.000 jovens começam a fumar por dia no mundo, sendo que 80% estão nos países desenvolvidos.
2004- O OMS discutiu um tema muito importante: “Tabaco e pobreza: Um círculo Vicioso”.
Ocorrem 4,9 milhões de mortes anuais evitáveis no mundo.
Brasil: 200 mil mortes anuais, maior do que a soma de mortes por alcoolismo, AIDS, acidentes de trânsito, homicídios e suicídios.
Segundo o INCA o consumo anual per capta de cigarros na população brasileira acima dos 15 anos diminuiu em aproximadamente 32% nos últimos 10 anos.
Nas populações em que o tabagismo é comum há várias décadas, cerca de 90% dos casos de câncer do pulmão, 15-20% dos casos de outros cânceres, 75% dos casos de bronquite crônica e enfisema e 25% dos óbitos por doença cardiovascular na faixa etária de 35-39 anos são atribuíveis ao tabagismo.
Origem do Tabaco:
O fumo era empregado em cerimônias mágicas pelos povos autóctones da região das Américas. Durante o período da industrialização, início do séc.XX, uma parte considerável da população adquiriu o hábito do tabagismo.
Cultura do fumo:
O cultivo do fumo tem um impacto negativo no meio ambiente, já que são cortadas árvores para secar as folhas de fumo e essa cultura destrói a fertilidade do solo.
Tabaco
O tabaco é nome comum dado às plantas do género Nicotiana (Solanaceae),
em particular a N. tabacum, originárias da América do Sul
da qual é extraída a substância chamada nicotina.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tabaco
Fábrica de Cigarros
Brasil e Canadá exigem mensagem de advertência com imagens nos maços de cigarro.
A nicotina é tão potente que tem sido usada como um pesticida desde de 1763.
Existem mais de 4700 substâncias tóxicas no cigarro.
- Já foram encontradas substâncias radioativas na fumaça do cigarro, tais como: Urânio, Tório, Polônio-210, Potássio-40, Bismuto-212, Bismuto-214, Chumbo-212, Chumbo-214, Césio-134, Césio-137, Acroleína-228 e Plutônio.

FORMAÇÃO E CONTEÚDO DA FUMAÇA DO CIGARRO : A fumaça produzida durante o ato de fumar resulta da combustão incompleta da matéria orgânica contida nos derivados do tabaco e depende de fatores como características da folha de fumo (cujo nome científico é Nicotiniana tabacum), de aditivos ou misturas a ela acrescidos, além do transporte de oxigênio e da temperatura da região incandescente. Sabe-se que na ponta acesa de um cigarro ( que tem entre 835°C e 884°C ), ocorre queima completa do material orgânico porque há oxigênio suficiente. Conforme o ar se afasta dessa zona incandescente fica pobre em oxigênio e a combustão torna-se incompleta. Por isso, há a formação da fumaça, a qual é constituída por duas fases: uma fase de vapor, contendo os produtos mais voláteis ( leves ), e uma fase dispersa formada por partículas.
Nicotina
A DROGA NICOTINA: fumantes dizem que, ao fazerem uso da nicotina, sentem:
melhora do humor, da atenção, do tempo de reação e do funcionamento geral do organismo;
prazer, estímulo e relaxamento;
redução na ansiedade ou estresse;
diminuição da fome e do ganho de peso;
aumento do rendimento em certas tarefas.
ABSORÇÃO DA NICOTINA PELO ORGANISMO : a nicotina é destilada a partir do tabaco em combustão e transportada pela fumaça e pelas partículas de alcatrão de cigarros, cachimbos e charutos. Sua absorção no organismo se dá através das membranas celulares quando está sob a forma não ionizada, ou seja, livre. Como é uma base fraca em pH 8,5, quanto mais alcalino for o cigarro, maior será a proporção de nicotina livre e maior será a sua absorção. Por outro lado, na fumaça ácida, a nicotina fica ionizada ( ou presa ), sendo mais difícil atravessar as membranas celulares. Vale ressaltar que todos os cigarros contém, em média, 8 gramas de nicotina, independentemente da marca do produto. O que difere entre elas é a quantidade desse composto absorvido pelo organismo após a queima do cigarro.
DISTRIBUIÇÃO : a fumaça do tabaco, durante a tragada, é inalada para os pulmões e distribui-se para a circulação sistêmica rapidamente, chegando ao cérebro entre 7 e 19 segundos. Já no sangue, a nicotina tem um tempo de meia-vida de 30 a 120 minutos e, à medida que esse composto penetra nas células, seu nível circulatório cai, fazendo com que o fumante sinta a necessidade de acender um cigarro a cada meia hora.
EFEITOS FARMACOLÓGICOS:
AÇÕES NO APARELHO CARDIOVASCULAR : a nicotina, associada ao gás carbônico proveniente da queima do tabaco, é um dos maiores agentes da aterosclerose e da doença coronariana, pois provoca vasoconstrição cutânea, aumento do ritmo cardíaco, da pressão arterial, da força das contrações cardíacas e da adesividade plaquetária. Entre 10 e 20 minutos após uma tragada, a freqüência cardíaca eleva-se de até 30%. Mesmo os cigarros de baixos teores, provocam diminuição da circulação periférica e queda de 2 a 3 graus na temperatura dos dedos dos pés e das mãos. Sendo assim, há a comprovação de que o infarto do miocárdio incide mais nos fumantes de cigarros de baixos teores.

AÇÕES NO APARELHO RESPIRATÓRIO: a nicotina provoca irritação nas mucosas com diminuição da motilidade ciliar e broncoconstrição. Atrai leucócitos para os pulmões, acarretando enfisema pulmonar. Em doses elevadas, esse composto pode paralisar o centro respiratório.

AÇÕES NO APARELHO DIGESTÓRIO: a nicotina provoca alterações nervosas que aumentam a atividade intestinal, podendo causar diarréia, náuseas e vômitos, além de diminuição do apetite.

AÇÕES NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL: a nicotina causa tremores, vômitos, estimulação respiratória e, em maiores doses, pode produzir convulsões, depressão respiratória e morte.
Por que as pessoas fumam?
O ato de fumar envolve várias associações de comportamento ligadas aos hábitos individuais e sociais. Quem, por exemplo, não se flagrou acendendo um cigarro logo após tomar uma xícara de café ou ingerir bebidas alcoólicas, pois parecia um movimento apropriado ou uma atividade social comum? Isso mesmo! Muitas pessoas mantêm o hábito de fumar a fim de sentirem-se inseridas em determinado grupo social ou pura e simplesmente para obter um certo tipo de status e manter uma tradição. Muitos evitam se preocupar, porém, com as conseqüências causadas por tais tipos de comportamento. Poucos sabem, por exemplo, que a nicotina é uma substância que causa dependência e, se você tiver uma necessidade compulsiva por um cigarro e não conseguir ficar algumas horas sem fumar, é provável que esteja dependente dela.
Além do exposto, o fumante pode também se deparar com a dependência psicológica em relação ao cigarro. Exemplos: muitas pessoas sentem que o ato de fumar as relaxa. Portanto, elas fumam sempre que estão tensas. Outras pessoas utilizam o cigarro como forma de lidar com a solidão. O ato de parar de fumar, para elas, é motivo de grande sofrimento, ao pensar em perder uma espécie de companheiro. Alguns fumantes acham que o cigarro os estimula à criação e, assim, fumam mais quando estão trabalhando. Outros praticam o hábito de fumar quando se encontram contentes ou eufóricos. Em todos os casos descritos, o cigarro cria sensações que, geralmente, agradam os fumantes. Isso faz com que o hábito de fumar torne-se repetitivo, reforçando a hipótese de dependência psicológica em relação ao cigarro.
Como abandonar o cigarro
Você pode escolher duas formas para parar de fumar:
- A parada imediata: esta deve ser sempre a primeira opção, pois deixa-se de fumar abruptamente, correndo menos riscos de recaída.
- A parada gradual: é a possibilidade de reduzir gradualmente o número de cigarros fumados até a parada total do hábito do fumar.
Porém, abandonar o cigarro não é tão simples como muitos podem pensar, principalmente se o fumante encontra-se dependente física ou psicologicamente do hábito de fumar. Muitos ex-fumantes podem apresentar a Síndrome de Abstinência, relacionada à dependência química da nicotina. Alguns sintomas, tais como o desejo intenso por cigarros (ou “fissura”), tensão, formigamento ou dormência nas pernas e braços, tonturas e aumento da freqüência de tosse são comumente experimentados por aqueles que desejam largar o cigarro.
Aí vão algumas dicas importantes que vão ajudá-lo a largar o cigarro de maneira menos traumática:
- Respire fundo para relaxar. A respiração profunda vai ajudá-lo a combater o desejo intenso por cigarros;
- Seja positivo, assertivo (firme) e pense construtivamente;
- Faça deste um momento único, ou seja, desconsidere totalmente a possibilidade de voltar a fumar;
- Beba muita água - vários copos por dia (auxilia na desintoxicação do organismo);
- Repense sua rotina e busque atividades diferentes para quebrar as associações entre comportamentos do seu dia-a-dia e o hábito de fumar;
- Evite lugares com muitos fumantes até se sentir fortalecido para lidar com a situação de ter abandonado o cigarro;
- Fique de olho na alimentação! É normal um aumento de peso após abandonar o cigarro, principalmente devido à melhora do paladar e ao melhor funcionamento do metabolismo. Procure, porém, não comer mais que o de costume e mantenha uma dieta equilibrada;
- Proteja-se das recaídas evitando, por exemplo, o consumo de café e bebidas alcoólicas;
- Não se esqueça: o desconforto causado pelo abandono do cigarro geralmente não ultrapassa o período de duas semanas. Portanto, seja persistente!
- Procure entender que fumar não vai resolver seus problemas e que momentos difíceis sempre vão existir!
- Pratique exercícios de relaxamento muscular (esticar braços e pernas até relaxar os músculos) e relaxamento mental (quando sentir vontade de fumar, procure desviar o pensamento para situações boas que tenha vivido e lembre-se de uma música de que goste);
- Cuidado! Não se iluda achando que fumar apenas um cigarro, “para relembrar os velhos tempos”, é uma boa alternativa para acalmar seu desejo de fumar. Mesmo uma só tragada pode levá-lo à recaída!
- Recompense sempre seu esforço. Afinal, se você está tentando abandonar o cigarro, já pode ser considerado um vencedor!
- Saiba que a recaída não é um fracasso. Comece tudo novamente e procure ficar mais atento ao que fez você voltar a fumar;
- Dê a si mesmo quantas chances forem necessárias até conseguir largar definitivamente o cigarro!
- Ao largar o cigarro, você experimentará os seguintes benefícios: aumento de sua energia física, desaparecimento de tosse e bronquite crônica, diminuição dos riscos de doenças cardíacas, enfisema e vários tipos de câncer. Finalmente, você poupará o dinheiro que gastava com cigarros e suas economias aumentarão significativamente;
- Peça apoio sempre que achar necessário e torne-se um ex-fumante de sucesso!
Tabaco e doenças relacionadas
O tabaco propicia o aparecimento de inúmeras doenças incluindo diversos tipos de câncer, entre os quais se destaca o câncer de pulmão.

O consumo de derivados de tabaco é responsável por:
30% das mortes por infarto do coração;
85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite e edema);
25% das mortes por AVC (acidente vascular cerebral).
A dependência criada em relação à nicotina é semelhante à criada em relação a: cocaína, maconha e álcool. O fumo também aumenta o risco de formação de trombos e infarto, além de ser altamente nocivo à mulher se combinado à pílula anticoncepcional.

No caso de mulheres que utilizam anticoncepcional, vale lembrar que o aumento de chance de infarto do miocárdio é tal que a mulher deve optar entre abandonar o hábito de fumar ou optar por outro método anticoncepcional que não a pílula.

Para ressaltar o quanto o cigarro é prejudicial à saúde, é importante que sejam fornecidas algumas estatísticas:

O cigarro aumenta o risco de doença coronariana em 25%;

O tabagismo é responsável por 45% das mortes relacionadas a doenças coronarianas nos homens com menos de 65 anos de idade e por mais de 20% de todos os óbitos por doença coronariana nos homens com mais de 60 anos de idade;

O tabagismo isolado dobra o risco de infarto e, se asssociado à hipertensão arterial e colesterol elevado, o risco de um infarto aumenta oito vezes.

Outros riscos que o hábito de fumar traz incluem doenças como angina e D.P.O.C (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), sendo que nesse caso o cigarro é responsável por 85% das ocorrências; bronquite, enfisema e derrame vascular cerebral, sendo responsável por 25% das ocorrências; câncer, sendo responsável por 30% dos casos que podem atingir inicialmente pulmão, boca, laringe e esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado.

Outras doenças relacionadas:
Aneurismas arteriais;
Trombose vascular;
Úlcera do trato digestório;
Infecções respiratórias;
Impotência sexual no homem.
O altíssimo índice de câncer de pulmão ocasionado, ou então com certeza agravado pelo cigarro, é devido à alta taxa de mutações encontradas em grande número no pulmão de fumantes.

É importante ressaltar a gravidade dessa degeneração das células pulmonares, uma vez que a integridade do pulmão somente volta a se restabelecer 15 ou 20 anos após o abandono do cigarro.

O processo da tumorigênese é gradativo, o que explica por que o diagnóstico do câncer ocorre normalmente após 25 ou 30 anos a partir do início desse processo. Esse dado explica por que, no Brasil, os dados referentes ao Rio Grande do Sul demonstram que, mesmo tendo ocorrido um crescimento do consumo do cigarro a partir de 1945, só foi diagnosticado um aumento no índice de câncer de pulmão em 1975.

Além do alto custo do tratamento de doenças crônicas ocasionadas pelo cigarro, como bronquite e câncer, deve ser citado o sofrimento de uma pessoa que teve a saúde debilitada pelo hábito de fumar.

Caso fosse levado em conta a suposta melhoria na economia que a presença de indústrias do tabaco traz ao país, ao se comparar o lucro obtido com a comercialização de cigarros e os gastos em saúde devido a doenças ocasionadas pelo fumo, seria constatada que a suposta vantagem para a economia não existe em grande parte dos países e muito menos no Brasil, onde o preço do maço de cigarros é um dos mais baixos do mundo e as indústrias do cigarro contam com inúmeras isenções fiscais.

Vale lembrar que atualmente o tabagismo mata mais indivíduos no mundo quando comparado a: AIDS, cocaína, heroína, álcool e acidentes de trânsito.

Doença do Tabaco Verde:

É de natureza ocupacional encontrada entre trabalhadores que lidam com o tabaco. É causada pela absorção, através da pele, da nicotina proveniente do contato com as folhas de tabaco. É caracterizada por sintomas que incluem náusea, vômito, fraqueza, dor de cabeça, tonteira, dores abdominais e dificuldade para respirar, assim como flutuações na pressão sangüínea.


O fumo e a mulher

Pelo fato das mulheres serem mais suscetíveis a AVC (Acidente Vascular Cerebral), fumar aumenta ainda mais o risco, principalmente quando se compara mulheres fumantes e não-fumantes na faixa de 40 a 49 anos.

Por aumentar o risco de AVC, sabe-se que cresce a probabilidade de trombose e infarto nas mulheres fumantes, especialmente nas que têm histórico familiar de aparecimento de trombos na circulação. Isso ocorre porque o cigarro diminui a taxa de lipoproteínas de alta densidade favorecendo a aterosclerose.

Além disso, deve-se ressaltar o efeito extremamente danoso do cigarro a uma gravidez, uma vez que o fumo comprovadamente aumenta as chances de aborto espontâneo, prematuridade do bebê, baixo peso do recém-nascido e malformações.

Não apenas durante a gestação, mas fumar também parece atrapalhar o desenvolvimento da criança após a gravidez, uma vez que em crianças de 7 anos, filhas de gestantes que fumaram 10 ou mais cigarros por dia, constatou-se um atraso no aprendizado em relação às outras crianças.

O bebê também é afetado pelo cigarro se a mãe mantiver o hábito de fumar, uma vez que já foram relatados casos de cianose, taquicardia e crises de parada respiratória após a mamada.

O bebê também sofre se a mãe for uma fumante passiva, sendo ele, nesse caso, um fumante passivo de segunda linha.

Para relatar como o bebê sofre os efeitos da nicotina, foi constatado que o ritmo cardíaco fetal torna-se instável e inconstante enquanto a mãe está fumando.


Largou o cigarro? Confira os benefícios

Tempo da abstinência para atingir o mesmo risco de adoecimento do não-fumante
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: risco igual após 5 anos.
DOENÇA CORONARIANA: risco reduz a metade em 1 ano e iguala após 10 anos.
DPOC: nos jovens, assintomáticos, as alterações de vias aéreas podem ser reversíveis após pararem de fumar; nos que tem 15 a 20 anos de tabagismo, sintomáticos, após a parada há a diminuição dos sintomas respiratórios, porém persistem as alterações pulmonares, principalmente o enfisema.
CÂNCER DE CAVIDADE ORAL: risco se reduz a metade de 3 a 5 anos e iguala após 15 anos.
CÂNCER DE LARINGE: risco reduz após 3 ou 4 anos.
CÂNCER DE ESÔFAGO: risco diminui rapidamente e iguala em 15 anos.
CÂNCER DE PÂNCREAS: iguala após 15 anos.
CÂNCER DE PULMÃO: iguala após 20 anos.
CÂNCER DE COLO DO ÚTERO: iguala imediatamente após parar de fumar.
ÚLCERA PÉPTICA: iguala em alguns anos.
BAIXO PESO AO NASCER: risco iguala após parar de fumar antes da gravidez ou no primeiro trimestre.
FUMO: DEPENDÊNCIA PERIGOSA. por http://www.infomedgrp21.famerp.br/default.asp?id=1&mnu=1

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