São Paulo, 13/12/2019        
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Florais de Bach para animais
 
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"§ 1º Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio ambiente." Lei n.º 6.938, de 31/08/1981, Artigo 14.



Embornal é um substantivo masculino, sinônimo de bornal que significa sacola de pano, com alça longa, usado a tiracolo para se carregar previsões, compras, ferramentas, etc. Embornal também é uma espécie de saco em que comem os cavalos, mas aqui nos interessa o significado de sacola de pano com alça para carregar compras.

Quando eu tinha uns 10 anos, isso já vai longe, conheci o substantivo Embornal. Morava com meus tios em Itápolis-SP e minha tia pedia: "pegue o Embornal e vai buscar as compras na venda do Sr. Manoel, mas não demore, pois preciso das compras para fazer o almoço, aqui está à lista".

Essa cena familiar aconteceu mais ou menos em 1960, quarenta e seis anos atrás. Muitos de vocês sequer tinham nascido. Também ninguém falava em meio ambiente, ecologia, ecossistemas, biotas e muito menos em trazer as compras da venda do Sr. Manuel nas famosas "sacolinhas plásticas" tão usadas hoje. Já pensou você indo para o supermercado e carregando seu Embornal?

Nesses quarenta e seis anos que se passou, muita água rolou debaixo da ponte, que naquele tempo era limpa, tinha peixes e outros seres vivos e aonde à gente podia mergulhar nos dias de verão, poluição não existia e nem "sacolinhas plásticas".



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Não use sacolas plásticas. Não toque nelas. Não chegue perto delas. Elas mordem. Elas penetram seus poros, infestam sua casa e se grudam na terra cheirosa do seu planeta. Seu planeta fica indigesto, mastigando a sacola de plástico por 50 anos, tendo azia por outros 50, tentando absorvê-la por mais 50 anos."

(
http://www.jornaldomeioambiente.com.br/Campanhas/Sacolas.asp)



Você deve saber que o atual padrão de desenvolvimento, após a revolução industrial, é baseado no sistema capitalista voltado para a produção, consumismo em massa e irresponsável, lucro e acumulação de riquezas por muito poucos, trazendo conseqüências desastrosas para o meio ambiente, aonde a atual sociedade não reconhece o individuo que não possui bens materiais.

É evidente que todo o desenvolvimento industrial e agrícola trouxe enormes confortos para os humanos. Mas a que custo? Quantos se beneficiam com todo esse desenvolvimento tecnológico?

Não estou querendo dizer que devemos voltar a morar em cavernas. Mas se os humanos continuarem com esse comportamento, nossa casa, o planeta Terra, não agüenta por mais muito tempo.

Pequenas mudanças em nossos hábitos podem trazer-nos benefícios enormes e diminuir o consumo das "sacolinhas plásticas" é um deles. É só você observar, em dia de coleta de lixo na sua rua, a quantidade "delas" presente nos lixos; repare nos acostamentos das estradas o quanto "delas" aparecem junto com a paisagem; visite o lixão de sua cidade e constate a degradação que "elas" estão causando.

"Se podes olhar, vê; se podes ver, repara".
José Saramago - "Ensaio sobre a Cegueira"

No território nacional já são mais de 8.000 áreas que estão sendo contaminadas somente com o lixo que as prefeituras municipais coletam e que estão repletas de "sacolinhas plásticas". Isso sem falar do também gravíssimo problema das embalagens descartáveis, que mesmo com a reciclagem, são milhões de toneladas anuais contaminando nosso planeta e assassinando milhares de espécies aquáticas.

As leis brasileiras que tentam proteger o meio ambiente são as mais modernas do mundo; já existe jurisprudência sobre a responsabilidade ambiental pós-consumo. Qualquer um já pode ser processado por fabricar, distribuir, revender, fornecer, usar as "ditas cujas", se ficar comprovado danos causados ao meio ambiente, mesmo sem culpa. Mas, acho que não é por aí. O caminho é através da educação, da mudança de hábitos e comportamentos e todos nós temos culpa no cartório.

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Por isso, volte a usar as velhas, boas, MUITO MAIS RESISTENTES e DURÁVEIS SACOLAS DE PANO. Fale com sua avó sobre isso. Ela deve ter em alguma gaveta uma bela sacola de lona ou de pano grosso. Vá ao mercado com sua própria sacola, é muito mais maneiro. Quer uma dica: pinte o tecido de sua sacola do seu jeito. Por exemplo, pinte uma árvore nela.
Ou uma Lua Cheia. Ou o que você quiser, afinal, você é exclusivo!"

(http://www.jornaldomeioambiente.com.br/Campanhas/Sacolas.asp)



Então, a partir de hoje, Embornal no ombro e "sacolinhas plásticas" e embalagens descartáveis NUNCA MAIS!

Quem quiser se aprofundar no tema, Resíduos Sólidos, clique no link:

http://www.prsp.mpf.gov.br/marilia/e-books/pos-consumo/livro_pos-consumo.pdf


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Walter Antonio Pereira
Biólogo - Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá - PR;
Professor de ciências, matemática e educação sanitária por mais de 7 anos;
Biólogo da "Saneeco", empresa que fabrica, instala equipamentos para tratamento de efluentes domésticos e industriais, biodigestores - Saneeco - www.saneeco.com.br ;
Colunista do site Santa Ignorância ! - www.santaignorancia.com.br;
Responde a perguntas sobre tratamento de efluentes domésticos e industriais, caixa separadora de água e óleo, meio ambiente, etc, no site Posto Ecológico - www.postoecologico.com.br;
Colunista do site Florais e Cia - www.floraisecia.com.br






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