São Paulo, 13/12/2019        
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Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 
Apresentamos alguns conhecimentos básicos que provocam a poluição dos rios e mananciais d’água, pois conhecendo suas causas, podemos mudar nosso comportamento e evitarmos que a situação atual aumente e em alguns casos até se reverta em curto prazo. Mudar nosso comportamento, através da EDUCAÇÃO, é o caminho para tentarmos salvar o que resta da Natureza.
Lembrem-se: a Natureza não devolve o que destruímos, ela se vinga!
Falaremos apenas da poluição provocada por matéria orgânica, suas conseqüências e como controlar esse enorme problema que afeta os rios.
Vamos tentar responder: O que polui? De que maneira polui? O que podemos e devemos fazer para diminuir esta poluição?
Encontraremos as respostas na própria Natureza, que demonstra a todo o momento, que está sendo destruída.
Imaginemos um rio que ainda não sofreu nenhuma conseqüência da civilização. Nesse meioambiente existe equilíbrio natural, que inclui a própria água do rio, os vegetais ao seu redor, a vida animal rica e abundante, os microorganismos, o oxigênio do ar e da água, os peixes e outros animais aquáticos. Neste equilíbrio natural, ocorrem diversos fenômenos, como os peixes respirando o oxigênio dissolvido na água e consumindo microorganismos, que por sua vez também consomem o mesmo oxigênio e se alimentam de matérias orgânicas em decomposição na água, como folhas, troncos, dejetos de animais. O ar puro do local restabelece o oxigênio necessário para o consumo desses animais. Tem também aqueles insetos transmissores de doenças principalmente os mosquitos, que pousando na água, são fonte de alimento dos peixes, a água pura sendo consumida por animais de maior porte e pela mata ciliar local. Todas essas situações interligadas entre si, uma dependendo da outra, tudo acontecendo ao mesmo tempo, chamamos de equilíbrio do ecossistema.
Nesse equilíbrio, a matéria orgânica em doses controladas, tem função importante: é alimento para microorganismos e animais. A matéria orgânica é uma conseqüência do trabalho da Natureza, pela decomposição de vegetais e dejetos de animais.

Começa o problema. A civilização chega, fixa-se ao redor desse rio, funda seu primeiro povoado, que vai crescendo e começa a jogar seus esgotos "in natura" neste rio. Depois começam a jogar também os efluentes industriais. Os chamados esgotos domésticos, bem como alguns tipos de resíduos são formados basicamente, de matéria orgânica, que como sabemos é alimentos para peixes e microorganismos, já contaminantes como óleo e corantes não consumíveis nem depurados naturalmente.
Aí a cidade vai crescendo a matéria orgânica despejada no rio, vai aumentando, começando a romper o equilíbrio até então reinante: os microorganismos aumentam de quantidade e seus consumidores não. O desequilíbrio aumenta também porque o consumo de oxigênio do rio passa a ser maior que sua capacidade de depuração.
O escurecimento da água provocado pelo lançamento dos esgotos, transmite visualmente nosso fracasso, causa repudio, falta oxigênio, começa a eutrofização e finalmente a morte do Rio, com a extinção de todos os seres vivos quebrando-se o equilíbrio natural desse meioambiente.
Se diminuirmos o lançamento do excesso de matéria orgânica, através do tratamento dos esgotos lançados no rio, a quantidade de lixo, aos poucos o rio se recuperará, voltando a existir o equilíbrio do ecossistema.
Existem várias maneiras de se tratar os esgotos, e hoje, a mais econômica usada no Brasil e em outros países é com sistemas conjugados de saneamento.
"Que venham as trutas e saiam as tretas." •.
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Walter Antonio Pereira - biólogo, graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá - PR;
professor de ciências, matemática e educação sanitária por mais de 7 anos;
biólogo da "Saneeco", empresa que fabrica, instala equipamentos para tratamento de efluentes domésticos e industriais, biodigestores - Saneeco - www.saneeco.com.br ;
colunista do site Santa Ignorância ! - www.santaignorancia.com.br;
responde a perguntas sobre tratamento de efluentes domésticos e industriais, caixa separadora de água e óleo, meio ambiente, etc, no site Posto Ecológico - www.postoecologico.com.br;
colunista do site Florais e Cia - www.floraisecia.com.br
A Publicação é autorizada, CONSERVANDO TODOS OS CRÉDITOS E
CITANDO A FONTE: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br


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